Associação Aldeia dos Gatos de Sintra

A Associação Aldeia dos Gatos de Sintra, sediada na Freguesia de Algueirão Mem Martins, está em risco de perder as suas instalações, a funcionar numa “loja adaptada” na Tapada das Mercês, onde alberga mais de uma centena de “gatos de ninguém”.

Contam com ajuda de alguns voluntários que ajudam a manter o projeto construído por Sónia Martins, durante a pandemia e que ao longo dos anos foi criando e adaptando as condições para melhorar a vida dos felinos.

“Entretanto como cada vez eram mais e mais gatos meigos a precisar de fazer recobro decidi alugar um espaço para ter mais condições para acolher dado que já não tinha condições de o fazer só em casa”, explica Sónia Martins. “Era um risco muito grande [em plena pandemia], mas o sonho de ajudar os gatos de ninguém era ainda maior”, refere a responsável, ao jornal Correio de Sintra.


Apesar das dificuldades na alimentação e nos cuidados veterinários a associação atingiu recentemente um estado crítico, com a visita do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e do Canil Municipal de Sintra, na sequência de uma queixa apresentada por um dos moradores.

“Visto não termos sala de recobro e um parque exterior, deram-nos seis meses para arranjar um outro espaço”, refere com muita preocupação Sónia Martins, apelando à ajuda da comunidade: “Não sei para onde vamos e também não podemos pôr na rua, os 130 animais que precisam da vossa ajuda. Se conhecerem algum espaço disponível ou quiserem apenas ajudar financeiramente, todas as ajudas são bem-vindas e essenciais”, refere a responsável em “desespero” lembrando que “os esforços são constantes para continuarmos a nossa missão e dar a estes animais o amor e cuidado que muitos nunca tiveram”.

Assim, sem perder a esperança de encontrar uma alternativa na Tapada das Mercês ou mesmo no Algueirão para os cerca de 130 gatos, a associação criou duas angariações de fundos em simultâneo, através das plataformas de Crowdfunding PPL e GoFundMe com o propósito de ajudar a superar algumas despesas.

“Não podemos deixar tudo para o fim, pois seis meses passam depressa e queremos já atacar todas as frentes, pois não vamos baixar os braços e sabemos que temos muitos amigos conosco. O ideal seria uma vivenda com espaço exterior”, refere a associação, sublinhando que a exigência desse espaço não é sinónimo de os felinos terem acesso à rua. “É um espaço vedado com redes, para eles sentirem o exterior”, por ler-se numa das publicações. O tempo urge por uma solução ou alternativa: “por favor ajudem-nos a não fechar portas”, desabafa Sónia Martins.

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