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HFF perto de si |É sobrevivente de AVC? O HFF tem um espaço para si

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Três letras mudam em segundos uma vida: “AVC”. Juntas, estas três letras formam a
sigla que se substitui a “Acidente Vascular Cerebral”.
Em todo o mundo, a cada segundo que passa, uma pessoa sofre um AVC, e a cada seis
segundos morre alguém em consequência destas três letras. Em Portugal, os AVC são a
principal causa de mortalidade a nível nacional.
O mundo pode mudar drasticamente depois de um AVC. Tal como não há duas pessoas
iguais no mundo, também não há dois AVC iguais. Dizer: “sou sobrevivente de AVC”
pode parecer muito pouco, quando há sequelas inesperadas e vidas interrompidas de
um momento para o outro, sem aviso.
Mas há vida depois de um AVC. Há esperança e conquistas diárias, risadas e bênçãos,
para todos aqueles que sobreviveram a esta doença e, também, para todos os
familiares e cuidadores que junto com os doentes que sofreram um AVC enfrentam o
processo de reabilitação desta doença.
O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), que serve os concelhos de Sintra
e da Amadora, em parceria com a Associação Portugal AVC, quer estar presente nessa
caminhada que pode ser longa e desafiante, mas é compensadora e permanente
marco de superação, e inaugurou no passado dia 30 de março – data em que se
assinala a efeméride do Dia Nacional de Prevenção do AVC –, um Grupo de Ajuda
Mútua para Sobreviventes de AVC (GAM).
O GAM do HFF reúne doentes sobreviventes de AVC, os seus familiares e/ou
cuidadores na última 6ª feira de cada mês, pelas 14h30, no espaço físico do hospital,
na Unidade de Formação e Ensino do HFF (no piso 1, junto ao átrio principal do
hospital).
Este grupo pretende ser um espaço de partilha de experiências, e
um apoio determinante para os sobreviventes de AVC, considerando os
múltiplos desafios e dificuldades que enfrentam na sequência da doença.
Não há assuntos tabu no GAM do HFF – e nenhuma pergunta é inconveniente. Dúvidas
sobre as sequelas que estão a sentir, ou sobre a evolução da reabilitação, as
dificuldades na alimentação, motricidade, comunicação, entre outras, seja na
obtenção de apoios socioeconómicos (subsídios, camas articuladas, rampas,
andarilhos, entre outros equipamentos).
Ou apenas uma voz amiga para “desabafar”. No GAM do HFF, ninguém é uma “ilha”.
Todos são por todos. Além de informação sobre a doença, formas de lidar com a
mesma, os GAM proporcionam apoio e conforto, contribuindo para a integração e
diminuição da exclusão social dos sobreviventes de AVC e das suas famílias,
nomeadamente dos cuidadores de doentes de AVC com sequelas mais graves.
Se é sobrevivente de um AVC, ou familiar de um, deixamos-lhe o convite para visitar o
recém-criado GAM do HFF. O próximo encontro será no dia 26 de maio. Esperamos por
si.

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