A Printer Portuguesa em Casais de Mem Martins, na Freguesia de Rio de Mouro, irá avançar com um processo de insolvência, depois de uma decisão do tribunal neste sentido, tendo em conta os problemas que a empresa, detida por Álvaro Sobrinho, enfrenta, por a justiça lhe ter arrestado as contas.

Em comunicado, o Conselho de Administração do grupo disse que “impedida de aceder às suas contas bancárias, de fazer face às obrigações vencidas e com serviços de eletricidade suspensos, a Printer avançou, no dia 27 de junho, com um pedido de declaração de insolvência”.

A gestão adiantou que “o processo foi distribuído no dia seguinte para o Tribunal de Comércio de Sintra e a 03 de julho foi proferida sentença, a declarar a insolvência da empresa”, sendo que o “processo seguirá agora os trâmites legais”.

A empresa lembrou que “enfrenta, desde 2022, um conjunto de dificuldades de gestão em consequência de uma decisão judicial”. A administração assegura que “cultivou, desde sempre, uma relação de transparência com os 126 trabalhadores”, garantindo que “realizou contactos e reuniões regulares com dirigentes e delegados do SITE SCRA (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro, Sul e Regiões Autónomas), a quem nunca ocultou a gravidade da situação”.

No início deste ano, com o agravamento das dificuldades, a gestão da Printer “intensificou os contactos com a Câmara Municipal de Sintra, com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) e com a DGERT (Direção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho)”, tendo ainda procurado “chegar a acordo com a Autoridade Tributária, a Segurança Social e a EDP para pagamento de dívidas, como forma de garantir a continuidade da operação”.

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