A Parques de Sintra concluiu a instalação de 45 abrigos para diversas espécies na Matinha de Queluz, junto ao Palácio Nacional, numa intervenção enquadrada no Plano Estratégico da empresa para a resiliência climática e a biodiversidade sustentável. O objetivo é reforçar a disponibilidade de locais de abrigo e nidificação, contribuindo para o aumento da biodiversidade local.

Os abrigos, construídos em madeira não tratada e desenhados de acordo com as necessidades específicas de cada espécie, incluem seis hotéis para insetos polinizadores, 15 caixas-ninho para pequenos passeriformes, duas caixas para pica-pau-malhado, duas para coruja-do-mato, dez abrigos para morcegos, cinco para ouriço e cinco para esquilo. Cada estrutura foi projetada para garantir proteção contra predadores, regulação térmica adequada e condições ideais de instalação.

A monitorização do projeto revelou resultados promissores: 14 abrigos estavam ocupados pelas espécies-alvo (31%) e 20 mostraram sinais de ocupação por outras espécies, como abelhas polinizadoras utilizando abrigos destinados a esquilos, totalizando 75% de abrigos ocupados. Exceto pelo ouriço-cacheiro, todas as espécies previstas foram detetadas na área, sublinhando a importância de acompanhamento técnico continuado e da implementação faseada de medidas de conservação adicionais.

Para João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, “cuidar da biodiversidade é central na gestão responsável do território e na adaptação às alterações climáticas. Este projeto mostra como medidas simples, bem planeadas e monitorizadas, podem gerar resultados concretos e orientar decisões futuras, em linha com o nosso Plano Estratégico para resiliência e biodiversidade sustentável”.