A Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) apresenta esta sexta-feira, 16 de janeiro, às 19h00, no Picadeiro Henrique Calado, em Lisboa, o livro “45”, uma obra que reúne memórias, imagens e testemunhos que percorrem quatro décadas e meia de atividade da instituição.
A publicação presta homenagem às pessoas que marcaram a história da Escola e ao papel que esta desempenha na preservação e difusão da arte equestre tradicional portuguesa – reconhecida há cerca de um ano pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A apresentação incluirá uma demonstração da EPAE.
No âmbito do lançamento, João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, entidade que gere a Escola, sublinha que, desde a sua criação, em 1979, a EPAE se afirmou como “guardiã da tradição equestre portuguesa, preservando e difundindo a arte equestre e o cavalo Lusitano da linhagem Alter Real”, bem como como “embaixadora de Portugal, levando a arte equestre a públicos de todo o mundo e perpetuando uma tradição que integra o núcleo mais profundo da nossa identidade cultural.”
Para o responsável, a distinção da UNESCO constitui um marco internacional que “reforça a importância estratégica da Escola e do seu papel na afirmação da cultura portuguesa”, além de representar “um ponto de partida” para o futuro. No quadro da estratégia de desenvolvimento, acrescenta, a Parques de Sintra compromete-se a “assegurar as condições de sustentabilidade da Escola, diversificar e qualificar a sua oferta cultural e pedagógica, e projetar a arte equestre para novas gerações e novos públicos”, conciliando tradição e inovação e garantindo que “o património não só se conserva, mas se reinventa como ativo vivo da sociedade contemporânea”.
Figura de referência da Arte Equestre Portuguesa e considerada uma das academias mais prestigiadas do mundo, a EPAE é herdeira da Real Picaria, academia criada por D. João V no século XVIII. Mantém até hoje o mesmo tipo de cavalo o Lusitano da coudelaria de Alter, os arreios históricos e os trajes tradicionais. Com sede nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz, apresenta-se regularmente no Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda, em Belém.









