A Parques de Sintra e a World Monuments Fund – Portugal deram início esta segunda-feira à primeira fase das obras de conservação e restauro dos revestimentos azulejares do Palácio Nacional de Sintra. O projeto visa preservar um dos mais importantes conjuntos de azulejaria do património português e europeu, destacando-se pela inovação metodológica, produção de conhecimento e cooperação técnico-científica.
A primeira fase, com duração estimada de seis meses e conclusão prevista para julho de 2026, concentra-se na Sala Árabe – incluindo paredes, pavimento e fonte central – e no pavimento da Câmara de D. Afonso VI. Segundo os responsáveis, a escolha destes espaços permite testar diferentes técnicas de conservação, criando referências para futuras intervenções no Palácio e em contextos semelhantes.

“Este projeto traduz, de forma muito concreta, a ambição do nosso Plano de Desenvolvimento Estratégico em investir na conservação com rigor científico, qualificar equipas e abrir ao público o trabalho invisível que garante que o património chega às próximas gerações em melhores condições”, afirmou João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra.
O projeto envolve especialistas nacionais e internacionais na conservação e restauro de azulejos, que vão definir orientações para intervenções realizadas in situ. Também participam entidades científicas e de formação, como o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que irá estudar o comportamento futuro dos materiais, e a Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, responsável por ações de formação profissional. O Plano Nacional das Artes desenvolverá atividades educativas e eventos abertos à comunidade escolar do concelho.

A intervenção realiza-se no próprio Palácio, permitindo ao público acompanhar os trabalhos, em linha com a política “Aberto para Obras” da Parques de Sintra, que aproxima os visitantes do processo de conservação.
A segunda fase, também de seis meses, deverá arrancar posteriormente e incluirá a Gruta dos Banhos, abrangendo azulejos, tetos em estuque e arcadas em pedra, com conclusão prevista para janeiro de 2027. O valor da primeira fase é de 146.719,82 €, enquanto a segunda está estimada em cerca de 90.000 €. Os custos totais, que incluem investigação, supervisão científica, formação e comunicação, serão compartilhados pela Parques de Sintra e pela World Monuments Fund – Portugal.
O projeto conta ainda com o apoio filantrópico de The Robert W. Wilson Charitable Trust, Friends of Heritage Preservation e Fundação Millennium bcp.









