O executivo da Câmara de Sintra aprovou esta terça-feira, por maioria, a cessação da participação do concelho na União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA). A proposta, apresentada por Marco Almeida (PSD), presidente da Câmara de Sintra, argumenta que a adesão, iniciada em 2011, não trouxe retornos tangíveis para o município.
A decisão, ainda sujeita à ratificação da Assembleia Municipal, contou com o apoio do PSD, de um independente (ex-IL) e do Chega, sendo rejeitada pelo PS. A filiação anual custa 4.500 euros aos cofres municipais.
Debate em reunião de Câmara
O vereador Bruno Parreira (PS) citou um parecer técnico interno que recomendava a permanência, destacando a comunidade migrante do concelho e o potencial de reforçar laços com países lusófonos. O autarca classificou a saída como um “desperdício de potencialidade” para Sintra.
Marco Almeida contrapôs com dados concretos: nos últimos 12 anos, a câmara não participou em nenhuma reunião da UCCLA. “Não faz sentido manter associações das quais não retiramos nenhum benefício. Todas as filiações serão avaliadas pelo critério de custo-benefício”, afirmou.
A decisão ocorre após a UCCLA anunciar a próxima Assembleia-Geral, marcada para abril de 2026 em Macau. Fundada em 1985, a organização reúne 24 membros efetivos e 32 associados, promovendo atividades em cultura, cooperação e desenvolvimento empresarial. Para Sintra, este capítulo está prestes a encerrar-se.









