Unidade de Saúde Mental em Sintra | Imagem: Google Maps

A Câmara de Sintra aprovou por unanimidade uma moção contra o encerramento da Unidade de Saúde Mental de Sintra, exigindo ao Governo a reversão da decisão que obriga os munícipes a recorrer às urgências hospitalares gerais ou a deslocarem-se a Lisboa para acompanhamento em saúde mental.

A moção, intitulada “Pela Promoção da Saúde Mental” e apresentada pelos vereadores do Partido Socialista, foi aprovada em reunião pública do executivo municipal. No documento, a autarquia alerta para os impactos negativos do encerramento da unidade localizada na Rua Alfredo Costa, decisão atribuída ao Ministério da Saúde, que passou a encaminhar os utentes para o Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.

Segundo a autarquia, o fecho do Cintra – Centro Integrado de Tratamento da Saúde Mental, sem alternativa adequada, provoca a interrupção de tratamentos, aumentando o risco de recaídas graves, crises agudas, isolamento e exclusão social. A moção sublinha ainda que a ausência de estruturas de apoio e reabilitação agrava as patologias mentais e potencia o surgimento de doenças físicas.

O documento aponta também para a sobrecarga das famílias e cuidadores, que passam a assumir cuidados permanentes sem formação ou meios suficientes, bem como para o aumento do recurso às urgências hospitalares gerais para situações que poderiam ser acompanhadas em ambulatório.

Do ponto de vista financeiro, a autarquia defende que o encerramento de unidades de proximidade, embora aparente uma poupança, resulta em custos mais elevados devido ao aumento de internamentos por situações agudas, num contexto em que os problemas de saúde mental se afirmam como um dos principais desafios de saúde pública em Portugal.

Imagem: Google Maps