Rute Xarepe serviu no Exército Português durante cerca de dez anos, tendo sido uma das primeiras mulheres a integrar a arma de Cavalaria. Embora o seu desejo inicial fosse o socorrismo, acabou por permanecer na nesta especialidade, uma experiência de que se orgulha e que considera determinante para a mulher que é hoje.
A passagem pelo Exército Português foi fundamental para a sua formação pessoal e profissional, ajudando-a a desenvolver a sua capacidade de liderança que hoje aplica na vida civil, como empresária.
Rute Xarepe sustenta que, independentemente do contexto, seja na vida militar ou enquanto empresária, a postura individual e o respeito pelos outros são determinantes para evitar situações de discriminação num meio ainda maioritariamente masculino.
Sobre a condição feminina, posiciona-se contra a necessidade de um Dia da Mulher, argumentando que o valor das mulheres afirma-se através do trabalho, da disciplina e da recusa em assumir um papel de vítima ou de fragilidade para alcançar objetivos.
Na atividade empresarial, aplica as lições de liderança e resiliência adquiridas no Exército, comparando a gestão de um negócio ao cuidado de uma árvore: “É preciso plantar, regar e adubar com paciência, uma vez que os resultados não surgem de imediato e exigem esforço contínuo, mesmo em anos menos produtivos.”
Rute Xarepe afirma que, embora perceba que existe discriminação na sociedade em relação à mulher, a sua postura sempre foi “exigir respeito através do exemplo e do trabalho”.
Destaca a sua mãe como a sua maior influência e referência, realçando o exemplo de resiliência de quem criou os filhos sozinha, com dignidade, reforçando a convicção de que “o lugar de cada pessoa na sociedade se conquista com disciplina, dedicação e determinação”, conselho que deixa a todas as mulheres empreendedoras.









