As sucessivas tempestades associadas às depressões que atingiram o litoral de Sintra, em janeiro e fevereiro provocaram danos significativos em várias praias do concelho, deixando alguns areais praticamente sem areia. Mas não só. A dimensão dos estragos provocados pelo chamado “comboio de tempestades” é considerado invulgar pelas autoridades locais.

Entre as zonas mais afetadas estão a praias de São Julião e do Magoito onde se registaram derrocadas e vários pontos considerados críticos. Em algumas áreas, o acesso foi mesmo interditado devido à instabilidade das arribas e à acumulação de detritos e lixo da mais variada ordem, e que representam perigo.


A Câmara de Sintra e a Agência Portuguesa do Ambiente estão a realizar um levantamento detalhado das zonas mais afetadas. O vereador responsável pelo pelouro das Obras Municipais e da Sustentabilidade Ambiental, Francisco Duarte, deslocou-se recentemente à Praia de São Julião e a todas as outras, para avaliar no terreno os impactos das intempéries uma visita acompanhado também pelo presidente da Junta de Freguesia de São João das Lampas, José Alberto Carvalho.

Ventos fortes, chuva intensa e forte agitação marítima contribuíram para o desaparecimento de extensas áreas de areal, a queda de blocos de rocha das arribas e a acumulação significativa de detritos, sobretudo na Praia de São Julião.


“Os danos são visíveis e exigem resposta. A força do mar lembra-nos que proteger a nossa costa é uma responsabilidade permanente”, afirmou o vereador numa publicação na rede social Facebook. “Estamos focados na recuperação do litoral, em articulação com as entidades competentes, para devolver segurança e qualidade a este espaço que é de todos”, acrescentou.

Segundo Francisco Duarte, o desafio passa por garantir que, na próxima época balnear, várias praias do concelho possam reabrir em condições de segurança, incluindo as praias da Aguda, Grande e Vigia.


A autarquia e a Agência Portuguesa do Ambiente estão a avaliar a situação com o objetivo de avançar com obras de estabilização das arribas e reposição do areal o mais rapidamente possível, de forma a não comprometer a época balnear. O investimento necessário poderá atingir os quatro milhões de euros, verba que deverá ser assegurada através do Fundo Ambiental.