Praia de São Julião, em Sintra

O relatório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou 11 praias no concelho de Sintra, afetadas por danos em estruturas de contenção e acessos entre outubro e março, prevendo um investimento global de 111 milhões de euros para intervenções de reparação e mitigação.

A Câmara Municipal de Sintra classificou, esta segunda-feira, como prioritárias as zonas sinalizadas no documento da APA, que avalia os impactos das recentes intempéries no litoral. Ainda assim, o município admite que novas situações poderão vir a ser identificadas no decurso do processo.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da autarquia, Marco Almeida, sublinhou que os locais indicados correspondem às principais preocupações do concelho na frente costeira. “As localizações assinaladas são prioritárias para o município, mas trata-se de um trabalho contínuo, que poderá conduzir à identificação de outras ocorrências”, afirmou.

O autarca reagia ao relatório técnico da APA, que analisa os efeitos do mau tempo registado entre outubro de 2025 e o início de março de 2026 no litoral de Portugal continental, e apresenta um conjunto de intervenções consideradas urgentes para recuperação e redução de riscos.


Onze praias identificadas pelas APA

No concelho de Sintra, o documento da APA aponta várias áreas que exigem monitorização e intervenção, destacando-se a necessidade de reparação da estrutura de contenção junto ao passadiço e à rampa de acesso sul da Praia do Magoito.

Entre as praias referidas constam ainda a Aroeira, Ursa, Cavalo, Adraga, Grande do Rodízio, Pequena do Rodízio, Maçãs, Aguda, Vigia e São Julião.

Marco Almeida reforçou a importância de uma ação articulada entre o município e a administração central. “A proteção do litoral de Sintra exige um esforço contínuo para salvaguardar pessoas e bens, bem como preservar um património natural único”, destacou.


Faixa costeira de Portugal

Recorde-se, de acordo com a APA, o investimento previsto para a faixa costeira de Portugal continental será distribuído por diferentes horizontes temporais, em função do nível de risco e das medidas a implementar.

Numa primeira fase, até ao início da próxima época balnear, entre maio e junho de 2026, estão previstos 15 milhões de euros. Até ao final do ano, o montante deverá atingir 27 milhões de euros, com a soma de mais 12 milhões.

Para intervenções de curto prazo, até dezembro de 2027, o investimento estimado é de 31 milhões de euros. Já a médio prazo, a partir de janeiro de 2028, está prevista a aplicação de cerca de 53 milhões de euros.