
Mais de 20 anos depois da última produção, o teatro regressa a Anços com a estreia da revista à portuguesa “Anços Regressa ao Palco”, um espetáculo que promete recuperar uma tradição cultural marcante da localidade. As sessões de estreia, agendadas para os dias 4, 5 e 10 de julho, encontram-se já esgotadas mais vão ser agendas novas sessões, em Outubro.
A apresentação terá lugar na sala principal do Clube Recreativo Império de Anços (CRIA) e marca o regresso da atividade do Grupo de Teatro, que esteve inativo durante cerca de duas décadas.
Segundo Luís Mota Filipe, presidente do Clube Recreativo Império de Anços, diretor do Centro de Convívio e dos Reformados e também elemento do elenco, a iniciativa surgiu da “vontade de recuperar uma atividade com forte ligação à comunidade”.
“Há cerca de 20 anos que não representávamos e entendemos que estava na altura de voltar a fazer teatro” — Luís Mota Filipe

“Há cerca de 20 anos que não representávamos e entendemos que estava na altura de voltar a fazer teatro”, explica, Luís Mota filipe. O responsável refere que o projeto reúne antigos membros do grupo e novos participantes, incluindo quatro jovens que se estreiam em palco.
O elenco é composto por 19 atores, aos quais se juntam cerca de uma dezena de colaboradores responsáveis pelas áreas técnicas, como iluminação, som, cenografia e carpintaria.
A revista mantém a estrutura tradicional do género, dividida em dois atos e intervalo, combinando humor, música e crítica social. “O espetáculo aborda temas ligados à história e ao quotidiano da aldeia, mas também questões de âmbito concelhio e nacional, incluindo referências à atualidade política, à vida familiar e a diversas situações do quotidiano”, destaca Luís Mota Filipe, sublinhando que a produção inclui ainda um momento de homenagem aos antigos elementos do grupo de teatro.
A encenação está a cargo de Paulo Taful, que trabalha pela primeira vez com o Grupo de Teatro de Anços. Os textos foram escritos por Augusto Timóteo, colaborador habitual das produções do grupo. A componente musical conta com letras de Luís Mota Filipe e Augusto Timóteo, enquanto os arranjos e orquestrações são da autoria do maestro Carlos Dionísio.

“O espetáculo aborda temas ligados à história e ao quotidiano da aldeia, mas também questões de âmbito concelhio e nacional” — Luís Mota Filipe
O elenco conta com Arsénio Luiz, Beatriz Carvalho, Beatriz Teodoro, Carlos Silva, Diana Silvestre, Dinis Cabeça, Florinda Teodoro, Helena Roussado, Joaquim Felício, Júlia Neves Matos, Júlia Silva, Luís Mota Filipe, Nelson Vicente, Otília Vicente, Rodrigo Carvalho, Rosa Duarte, Rosário Luís, São Semedo e Vera Dias.
Músicas: Augusto Timóteo, Luís Mota Filipe, Carlos Dionísio, José Araújo e José Galiza.
Cenografia: Ana Paula Felício e Vítor Filipe.
Carpinteiros: Arsénio Luiz, Carlos Silva e Joaquim Felício.
Som/Luzes: Ana Silvestre e Óscar Dias.
Secretariado e Comunicação: Luís Filipe e Júlia Silva.








