O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, conhecido como Hospital Amadora-Sintra, voltou esta quarta-feira a apresentar um dos tempos de espera mais elevados do país nas urgências, com doentes classificados como urgentes a aguardarem até 14 horas para serem observados.
A administração do Amadora-Sintra atribui parte dos constrangimentos à mudança de turno, admitindo que a situação poderá normalizar ao longo do dia. A unidade aponta, contudo, problemas estruturais que continuam a condicionar a capacidade de resposta do serviço de urgência.
Entre os principais constrangimentos está a falta de médicos para completar as escalas. Segundo a administração, tem sido difícil substituir profissionais que abandonaram a equipa fixa há cerca de um ano, dificultando a constituição das equipas necessárias para assegurar o funcionamento regular do serviço.
A falta de camas para internamento é outro dos problemas identificados. A pressão sobre o hospital é agravada pela dimensão da sua área de influência, que abrange cerca de 600 mil pessoas, das quais aproximadamente 240 mil não têm médico de família.
A elevada procura, conjugada com a falta de profissionais e a escassez de camas de internamento, mantém assim uma forte pressão sobre as urgências do Amadora-Sintra, que voltou a registar tempos de espera muito superiores aos observados noutras unidades hospitalares da região de Lisboa.







