O combate ao bullying nas escolas exige uma atuação preventiva das forças de segurança, assente na proximidade com alunos e famílias, na realização de ações de sensibilização e numa articulação eficaz com as escolas e os parceiros sociais.

Numa sociedade, onde o universo escolar é cada vez mais diversificado, alunos de diferentes faixas etárias, culturas e etnias agrupam-se num espaço físico e social que é a Escola. Na verdade, os estabelecimentos de ensino para permitirem a frequência dos seus alunos, necessitam de cumprir com um conjunto de regras estabelecidas pelo poder político, por forma, a garantir qualidade e segurança.

Não obstante, o seu cumprimento, outros problemas surgem na comunidade escolar, nomeadamente, o fenómeno de violência escolar entre alunos, professores e funcionários e que integra o conceito de Bullying. Este compreende formas de, não só, exercer violência sobre o outro, através do cometimento de crimes de ofensas à integridade física, ameaça, coação ou difamação, entre outros, mas também, o exercício de controlo físico e psicológico. Na origem dos comportamentos estão possíveis dificuldades associadas ao contexto familiar, a situações de desvios sociais ou de delinquência juvenil.

“A violência e contexto escolar é uma preocupação de toda a comunidade”

Na verdade, a atuação das forças de segurança, em ambiente escolar, deve incidir em duas vertentes: antes do ato ilícito ocorrer e depois deste. Isto é, antes da conduta ilícita ter lugar, a polícia, através da escolha de um conjunto de profissionais vocacionados para o trabalho com crianças deve focar-se na deteção precoce de potenciais autores de bullying, através de uma maior proximidade do polícia aos alunos e seus familiares, bem como, deve existir um esforço considerável desta polícia em promover ações de sensibilização regulares, informativas e esclarecedoras, por forma, a que os alunos saibam quais as condutas que não devem realizar, assim como, quais as consequências previstas e as sanções correspondentes.

Na segunda vertente, a atuação policial deve pautar-se pela maior eficácia e eficiência na cessação da conduta ilícita ocorrida, tal como, nos danos causados, providenciando uma rápida e profícua articulação com os parceiros sociais, na medida em que, não sendo possível evitar a ocorrência de bullying escolar, devem ser, de imediato acionadas as entidades que prestam serviço na comunidade, para dar suporte e proteção ao aluno, seja este menor ou não. Para tal, a Escola também deve prestar todo o apoio ao trabalho policial, através de uma contínua atenção e preocupação com o bem-estar dos seus alunos, envolvendo os agregados familiares e sinalizando, se necessário, situações de maior vulnerabilidade ou potenciados.

Em suma, as Polícias, no cumprimento das suas missões e atribuições têm um papel fundamental no garante da segurança, paz e tranquilidade públicas, pelo que, a violência em seio escolar, não só é uma preocupação de todos, como também, é uma responsabilidade de todos zelar pelas crianças e pelo seu bem-estar, principalmente em idade escolar.