Vento extremo da depressão Kristin deixou seis mortos no país | Imagem: IPMA

A passagem da depressão “Kristin” por Portugal continental deixou um rasto de destruição e causou seis mortes diretas: quatro no distrito de Leiria, uma em Silves e outra em Vila Franca de Xira.

O mau tempo provocou danos significativos em infraestruturas, com estádios afetados, aeronaves destruídas e a suspensão de linhas ferroviárias e da circulação de comboios. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertou que as condições meteorológicas adversas deverão manter-se nos próximos dias.

Até às 22h00 de quarta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou mais de 5.400 ocorrências em todo o país, estando cerca de 18 mil operacionais mobilizados no terreno.

Várias regiões, nomeadamente os distritos de Leiria e Coimbra, enfrentaram cortes generalizados no fornecimento de energia elétrica. De acordo com a Proteção Civil, mais de um milhão de portugueses chegaram a ficar sem eletricidade, número que, pelas 16h00, já tinha sido reduzido para menos de metade.

A maior rajada de vento associada à depressão Kristin atingiu os 178 km/h e foi registada na Base Aérea de Monte Real. Minutos antes, a mesma estação tinha assinalado uma rajada de 176 km/h, acabando posteriormente por ficar destruída devido à intensidade do vento. Este valor ultrapassa o anterior recorde nacional, de 176,4 km/h, registado na Figueira da Foz a 13 de outubro de 2018, durante a tempestade “Leslie”.

Imagem: IPMA