O acesso à Vila Histórica de Sintra será condicionado ao trânsito automóvel a partir de 19 de março, no âmbito de uma estratégia de mobilidade da autarquia para o centro classificado como Património Mundial pela UNESCO. A medida limita a circulação de viaturas particulares e obriga os autocarros turísticos a estacionar nos parques periféricos do Lourel e do Ramalhão.
A iniciativa, de caráter experimental, decorre até 6 de abril e visa melhorar o acesso, a segurança e a experiência dos visitantes. Inclui reforço de sinalização e pontos de controlo para fiscalização e monitorização.
As restrições abrangem zonas como Ramalhão, São Pedro de Penaferrim e Portela de Sintra, sendo recomendado o uso de parques periféricos com ligação por transporte público.
Os autocarros turísticos apenas poderão largar e recolher passageiros no centro, estacionando depois no Ramalhão. A circulação automóvel será também limitada junto ao Hotel da Gandarinha, com exceções para residentes e autorizados. O autocarro 434 passa a ligar os parques ao centro com partida e chegada no Lourel, incluindo paragens na estação da CP – Comboios de Portugal de Sintra e no Parque da Pena.
O parque do Lourel, com 543 lugares gratuitos, resulta da reconversão de antigas oficinas municipais e entra agora em funcionamento. A oferta inclui ainda 450 lugares gratuitos na Portela, 258 pagos no interface ferroviário e 350 gratuitos junto ao Urbanismo. No total, existem 1.363 lugares tarifados e 1.343 gratuitos na zona envolvente.

“Foram vários os alertas que a Câmara de Sintra recebeu de residentes, de quem trabalha e visita a vila. Estes alertas dão conta de situações que tínhamos de alterar, não podíamos continuar a adiar”, afirmou, numa declaração enviada à Lusa, o presidente da autarquia, Marco Almeida. O município, salientou, conta com todos os visitantes “para a utilização dos parques periféricos”.
“Os autocarros turísticos devem aceder à vila de Sintra apenas para largar e recolher passageiros. Esta operação só é possível devido ao envolvimento da GNR, Polícia Municipal, Proteção Civil, bombeiros, EMES [Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra], Fundação CulturSintra e Parques de Sintra”, apontou Marco Almeida.
“Queremos que a vila de Sintra volte a ser um postal ilustrado do nosso país dignificando o selo de qualidade atribuído pela UNESCO”, acrescentou.
As alterações começaram a ser preparadas no início do ano e, segundo a autarquia, a operação “vai ser difundida em três línguas: português, inglês e espanhol”.
No centro histórico, “vai haver um posto de comando móvel da GNR e Proteção Civil” e a Polícia Municipal “vai estar ao longo de todo o percurso para encaminhar os automobilistas para os parques periféricos”, garantindo-se “estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida”.
A câmara informou que, além da presença permanente de viaturas dos bombeiros, vão atuar “equipas à civil das forças de segurança nos pontos mais sensíveis e de maior afluência turística e junto à estação da Portela de Sintra”.









