Inauguração decorreu esta quarta-feira, 22 de julho, com a presença dos Ministros da Defesa Nacional e do Ambiente e Energia

O Farol do Cabo da Roca, um dos mais antigos de Portugal e em funcionamento há mais de 250 anos, passa a contar com um novo Centro Interpretativo. O espaço, resultado de uma parceria entre a Parques de Sintra e a Direção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, foi inaugurado esta quarta-feira e abre portas ao público esta quinta-feira, 23 de julho.

A cerimónia de inauguração reuniu diversas entidades, entre as quais o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Francisco Duarte, o presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, João Sousa Rego, e o diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia.

Durante a sessão, Nuno Melo destacou a importância do mar como uma “prioridade estratégica” para o país, sublinhando que a preservação do património marítimo exige “um esforço de muitas frentes”.

O governante considerou ainda que este projeto representa “um exemplo virtuoso em torno de um compromisso comum” e afirmou que, “quando assim é, ganham todos”. “Todos são beneficiados, com a garantia adicional de que o Farol do Cabo da Roca continua a ser um ponto de referência”, acrescentou.

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, considerou que a inauguração do Centro Interpretativo representa “um momento importante na história do Farol do Cabo da Roca”, destacando o papel daquele monumento como elo de ligação “entre o oceano e a pérola nacional que é o Parque Natural Sintra-Cascais”, numa zona onde se cruzam os ecossistemas marinho e terrestre.

A governante sublinhou ainda que essa visão está alinhada com o Plano Nacional de Restauro. “Esse é o espírito que estamos a incutir no Plano Nacional de Restauro, uma perfeita simbiose entre os vários ecossistemas”, afirmou.

Maria da Graça Carvalho aproveitou igualmente a ocasião para enaltecer o trabalho desenvolvido pelas entidades responsáveis pelo projeto, elogiando “a excelência e o rigor” da Parques de Sintra e da Direção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, concluindo que “o Farol está bem entregue”.

O presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, João Sousa Rego, destacou que a recuperação do Farol do Cabo da Roca, a criação do Centro Interpretativo e dos novos espaços de acolhimento foram possíveis graças à cooperação entre a empresa e a Autoridade Marítima Nacional. O projeto representou um investimento superior a 1,6 milhões de euros.

Na sua intervenção, João Sousa Rego afirmou que o objetivo passa por proporcionar uma experiência mais completa a quem visita o ponto mais ocidental da Europa continental.

“Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto, onde os palácios conduzem à Serra, o património cultural ajuda a interpretar a paisagem e o contacto com a natureza desperta a responsabilidade de a proteger”, afirmou.

O diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, salientou que a abertura do Farol do Cabo da Roca ao público foi concebida sem comprometer a sua missão principal de apoio à navegação marítima.

Durante a cerimónia, o responsável recordou que a função primordial do farol continua a ser o “assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação”, defendendo que é possível conciliar essa missão com a valorização patrimonial e a fruição por parte dos visitantes.

José Diogo Pessoa Arroteia destacou ainda que a parceria entre a Autoridade Marítima Nacional e a Parques de Sintra tornou possível a “valorização de um património edificado e paisagístico de valor incomparável”, permitindo que este espaço passe agora a estar acessível “de forma organizada e sustentável ao conhecimento e à fruição pública”.

Nova vida e novas experiências num dos faróis mais antigos de Portugal

A abertura do Centro Interpretativo, complementado pela área dedicada a exposições temporárias, pela nova cafetaria e pela loja, dá início a um novo capítulo na longa história do Farol do Cabo da Roca.

Inaugurado em 1772, é um dos mais antigos do país e o segundo mais antigo ainda em funcionamento no litoral português. No novo espaço, o público é convidado descobrir a história deste lugar e a importância dos faróis para a navegação marítima.

visita essencial, em regime livre, dá acesso ao Centro Interpretativo, bem como ao pátio, onde é possível contemplar a vastidão do Oceano Atlântico e a beleza da Serra de Sintra, bem como fazer uma pausa na cafetaria.

visita panorâmica junta a tudo isto a subida até à varanda panorâmica, com o acompanhamento de um elemento da Parques de Sintra. Este local mais elevado possibilita uma vista privilegiada sobre as falésias, a costa e a imensidão do mar, no ponto mais ocidental da Europa continental.

Fotografia: PSML