Unidade de Saúde Mental em Sintra | Imagem: Google Maps

A unidade de saúde mental de Sintra deverá reabrir até novembro, com o Hospital de Cascais a assegurar a prestação de cuidados nas antigas instalações do Cintra – Centro Integrado de Tratamento e Reabilitação em Ambulatório. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, durante a reunião pública do executivo municipal.

Segundo o autarca, a Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra irá adquirir ao Hospital de Cascais serviços na área da saúde mental, permitindo recuperar uma resposta que durante anos esteve disponível no concelho.

“A solução é reabrir o Cintra em Sintra”, afirmou Marco Almeida, acrescentando que a Câmara de Sintra se comprometeu a suportar os custos de manutenção das instalações e estaria disponível para ir mais longe, caso fosse necessário.

O presidente da autarquia adiantou ainda que o município poderia reforçar o orçamento destinado à saúde mental para contratar os profissionais necessários ao funcionamento da unidade. Contudo, segundo Marco Almeida, a ministra da Saúde considerou que esse reforço não será necessário.

“Eu acredito que o modelo está a ser montado e que durante o mês de outubro, novembro vamos ter aqui uma solução para devolvermos o Cintra aos sintrenses”, afirmou.

A decisão resultou de uma reunião que juntou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, a entidade financeira do Ministério da Saúde, as ULS Amadora-Sintra e São José e o Hospital de Cascais.

Durante a reunião do executivo, o vereador Eduardo Quinta Nova (PS) contestou o encerramento da unidade, garantindo que, enquanto responsável pela área da Saúde em anteriores mandatos, nunca tinha sido informado dessa possibilidade.

O vereador defendeu que a estratégia para Sintra deveria passar por concentrar no concelho as respostas de saúde mental para crianças, jovens e adultos, recordando a defesa da criação de serviços de psiquiatria e pedopsiquiatria no novo Hospital de Sintra.

Quinta Nova considerou ainda “inaceitável” que os utentes de Sintra tenham atualmente de se deslocar a Lisboa para aceder a cuidados de saúde mental.

O Cintra assegurava cuidados de saúde mental e psiquiatria à população adulta de várias freguesias do concelho, antes da transferência dos serviços para o Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.

O novo Hospital de Sintra dispõe também de uma unidade de saúde mental e representou um investimento municipal de cerca de 81 milhões de euros, entre construção, equipamentos e mobiliário.