Três meses depois da última visita, Paulo Raimundo, secretário geral do PCP, regressou esta amanhã ao Centro de Saúde do Olival, em Agualva-Cacém e voltou a ouvir queixas sobre as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde.
O cenário voltou a repetir-se esta quinta-feira na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) do Olival. Dezenas de utentes formaram novamente uma longa fila para conseguir uma senha e marcar consulta, numa situação que tem provocado críticas e preocupação entre a população.
Alguns utentes chegaram ainda durante a madrugada, numa tentativa de garantir atendimento. A distribuição de senhas, realizada de três em três meses, tem sido marcada por filas que começam várias horas antes da abertura dos serviços.
Paulo Raimundo esteve esta quinta-feira no local, acompanhado pela líder parlamentar do PCP, Paula Santos, no âmbito das Jornadas Parlamentares do partido. O secretário-geral comunista ouviu os relatos dos utentes e voltou a denunciar as dificuldades no acesso a médico de família.
Segundo Paulo Raimundo, existem mais de 15 mil utentes sem médico de família naquela unidade. O dirigente afirmou ainda que a fila encontrada esta quinta-feira era maior do que a registada durante a sua visita anterior, em julho.

A deslocação acontece depois de Paulo Raimundo ter desafiado o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a deslocarem-se ao Cacém para conhecerem no terreno os problemas relatados pelos utentes.
As filas no Centro de Saúde do Olival não são, contudo, uma situação recente. Em julho, já tinham sido registados relatos de utentes que chegaram de madrugada para conseguir uma senha. Na altura, Paulo Raimundo anunciou que regressaria ao local três meses depois.
Fotografia: CDU Sintra









