A Câmara Municipal de Sintra tem vindo a intensificar as ações de despejo para recuperar habitações municipais ocupadas de forma irregular e dar resposta aos 2443 pedidos de habitação pendentes no concelho.
Em vários casos, os imóveis são encontrados em mau estado de conservação, obrigando a autarquia a realizar obras de recuperação antes de os poder atribuir a outras famílias.
Segundo a Câmara de Sintra, as irregularidades detetadas estão, na sua maioria, relacionadas com dívidas e situações de subarrendamento indevido.

Com o objetivo de disponibilizar estas casas a quem aguarda por uma solução habitacional, a autarquia realizou, até ao momento, 31 despejos em várias freguesias do concelho. Em 2025, durante o anterior mandato, tinham sido concretizados 17 despejos, quase todos em Monte Abraão.
As operações são acompanhadas pela Polícia Municipal e pelos serviços de ação social da Câmara, que intervêm no âmbito das respetivas competências. Após a desocupação, muitos dos apartamentos necessitam de obras de recuperação, o que implica um investimento adicional antes de poderem voltar a ser utilizados.

Em declarações ao Correio da Manhã, o presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, alertou para o estado em que algumas habitações são encontradas e sublinhou que “as regras são para serem respeitadas”.
“As casas municipais são para quem realmente precisa e sabe respeitar. Não podemos concordar que haja sintrenses a aguardar casas, enquanto uma minoria estraga o património que é de todos. Todos os processos são seguidos de perto para evitar este tipo de ações, mas, quando é impossível resolver a bem de todos, os nossos serviços avançam na defesa dos sintrenses”, afirmou o autarca.
Marco Almeida dá conta que já autorizou a abertura de um concurso que prevê a construção de 180 fogos a custos controlados, na Rua José Afonso, em Agualva.
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