Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas

Dezenas de trabalhadores não docentes do concelho de Sintra concentraram-se esta quinta-feira, pelas 10h20, em frente à Câmara Municipal, para exigir o reforço urgente de pessoal nas escolas e melhores condições para acompanhar os alunos, em particular as crianças com necessidades educativas específicas.

Em declarações à agência Lusa, João Santos, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, afirmou que os profissionais pretendem ser recebidos pelo presidente da autarquia, Marco Almeida, para expor os problemas que enfrentam diariamente nos estabelecimentos de ensino.

Segundo o sindicalista, o concelho conta com mais de mil trabalhadores não docentes, distribuídos por mais de 100 agrupamentos escolares, mas continua a registar falta de pessoal, de técnicos especializados e de profissionais de saúde.

“Os trabalhadores querem denunciar a falta de pessoal não docente, a falta de técnicos especializados e de profissionais de saúde para que haja um acompanhamento de todas as crianças, em especial das com necessidades educativas específicas”, afirmou.

Entre as reivindicações está também a revisão da portaria que define os rácios de pessoal nas escolas, com o objetivo de garantir uma escola pública de qualidade. João Santos adiantou ainda que foram solicitadas reuniões à Câmara Municipal de Sintra e ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sem que, até ao momento, tenham tido sucesso.

O sindicalista alertou para situações em que assistentes operacionais são chamadas a assegurar cuidados de saúde sem terem formação específica para essas funções, incluindo a administração de insulina, alimentação por sonda e medicamentos injetáveis.

“É muito urgente resolver esta situação”, defendeu, dando como exemplo uma escola com 13 crianças autistas, cinco das quais usam fraldas, além de alunos em cadeiras de rodas e com outras patologias. Segundo João Santos, as trabalhadoras estão “completamente exaustas”.

Perante este cenário, o representante sindical defendeu a contratação de mais técnicos especializados e profissionais de saúde, considerando que os cuidados clínicos devem ser assegurados por pessoal qualificado.

“Isto tem de ser feito por profissionais de saúde e não por uma assistente operacional”, sublinhou.