Urgência do Hospital Amadora-Sintra

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) revelou que a situação “crítica” registada nas urgências do Hospital Amadora-Sintra, na noite de sexta-feira para sábado, levou à demissão da chefe e da subchefe da Urgência Geral.

Em comunicado, o sindicato responsabiliza a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra pela “incapacidade de gestão”, lembrando que o conselho de administração está demissionário desde novembro, após a saída do presidente na sequência de um caso relacionado com a morte de uma grávida.

Segundo o SMZS, a situação vivida voltou a colocar em causa a segurança de doentes e profissionais de saúde. A equipa médica escalada era considerada insuficiente, tendo permanecido apenas um médico na área ambulatória entre a meia-noite e as 08h00 de sábado.

O sindicato refere que os tempos de espera atingiram níveis “inaceitáveis”, com doentes muito urgentes a aguardarem mais de seis horas e casos urgentes a ultrapassarem as 20 horas de espera, classificando o episódio como resultado de uma “grave incapacidade de gestão”.