A passagem da depressão “Kristin”, na madrugada de 28 de janeiro, provocou dezenas de ocorrências no concelho de Sintra, com especial impacto no centro histórico da vila, onde foram arrancadas cerca de 25 árvores, várias das quais classificadas.
As condições meteorológicas adversas, marcadas por precipitação intensa e rajadas de vento que atingiram os 130 km/h no Cabo da Roca, deram origem a um elevado número de quedas de árvores, inundações, danos em imóveis e viaturas, bem como cortes no fornecimento de energia elétrica. Em alguns pontos, formou-se um verdadeiro “túnel de vento” que varreu ruas e espaços públicos.
Devido à instabilidade meteorológica, foram registadas 438 comunicações e ocorrências atendidas pelos bombeiros do concelho e pela Proteção Civil. Dez estradas municipais estiveram temporariamente cortadas à circulação automóvel, sobretudo por quedas de árvores e acumulação de água, obrigando também ao encerramento temporário de vias em várias freguesias.
(…) “São muitas ocorrências e esta tempestade assombrou-nos de forma muito severa” — Marco Almeida

Entre as zonas mais afetadas estiveram os acessos à vila, como Chão de Meninos e a Volta do Duche. Registaram-se ainda danos em áreas classificadas, nomeadamente no Jardim da Correnteza, onde várias tílias de grande porte foram derrubadas. Os trabalhos de remoção dos troncos e limpeza das vias tiveram início nas primeiras horas da manhã, com o objetivo de restabelecer a circulação rodoviária e o fornecimento de energia, interrompido em diversas zonas devido à queda de linhas elétricas.
O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, acompanhou no terreno as operações desde o início da manhã, sublinhando a gravidade da situação. “São muitas ocorrências e esta tempestade assombrou-nos de forma muito severa”, afirmou através das redes sociais.
Para o autarca a prioridade do município foi garantir a segurança da população e a rápida normalização da circulação. “As equipas municipais, forças de segurança, bombeiros e juntas de freguesia atuaram de forma pronta e incansável, permitindo responder eficazmente às situações registadas no concelho. Felizmente, não temos vítimas a registar”, anunciou a meio da manhã.
Marco Almeida salientou a importância da articulação entre os vários serviços envolvidos, considerando que “este trabalho demonstra a capacidade de resposta conjunta do município e das entidades parceiras, garantindo que a população sintrense sente a presença do município quando mais precisa”.
Fotografia: UF Sintra









