A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, visitou esta quarta-feira o Palácio Nacional da Pena, em Sintra, para conhecer o novo modelo de visitação implementado pela Parques de Sintra num dos monumentos mais procurados do país.

A governante foi recebida pelo Conselho de Administração da empresa, liderado por João Sousa Rego, tendo assistido a uma apresentação do projeto de requalificação da experiência de visita ao monumento.

Segundo a entidade gestora, a iniciativa pretende reforçar a autenticidade do Palácio, valorizar o património histórico e melhorar as condições de fruição pública.

Durante a visita, a Parques de Sintra apresentou as quatro novas propostas de visitação desenvolvidas para o espaço. Entre elas destaca-se a visita ao Parque da Pena, que combina património e natureza, integrando os terraços do Palácio e o Chalet da Condessa d’Edla.

A denominada “visita essencial” inclui igualmente o chamado Palácio Novo, recuperando uma dimensão histórica do monumento. De acordo com a Parques de Sintra, esta ala pública já recebia visitantes no reinado de D. Fernando II, responsável pela construção do Palácio da Pena.

O novo modelo contempla ainda visitas guiadas conduzidas por mediadores especializados, permitindo percorrer tanto as alas públicas como os aposentos privados do monumento, proporcionando uma leitura mais abrangente da sua história e arquitetura.

Entre as experiências apresentadas encontra-se também a visita encenada “Adeus, Minha Pátria Querida! A última rainha de Portugal no Palácio da Pena”, uma proposta imersiva protagonizada por D. Amélia e pelo seu camarista Vasco. A iniciativa recria episódios da vida da monarca e conduz os visitantes pelos aposentos reais através de uma abordagem teatral e intimista.

A ministra percorreu o monumento numa visita orientada por António Nunes Pereira e teve oportunidade de assistir à experiência encenada nos aposentos privados.

A receção institucional contou ainda com a presença de Paulo Veríssimo, em representação do presidente da autarquia, Marco Almeida; de Alexandre Pais; e de António Lamas.

Novo modelo de visitação do Palácio da Pena

O novo modelo de visitação do Palácio Nacional da Pena, oferece um conjunto de soluções culturais e turísticas de valor acrescentado pensadas para ir ao encontro dos diferentes perfis de visitantes, para que cada um encontre exatamente a experiência que procura no Palácio Nacional da Pena, um marco da arquitetura romântica do século XIX, mas também local de intimidade da Família Real.

Esta mudança estrutural é igualmente uma mudança de narrativa, que aproxima os visitantes da realidade do século XIX. Para tal, foram definidos novos percursos de visita e procedeu-se ao restauro e revisão museográfica dos aposentos privados do Palácio, que recuperaram o ambiente original.

Os objetos usados pela Família Real regressaram aos respetivos compartimentos, o aprofundado trabalho de investigação permitiu apurar que cerca de 90% dessas peças permanece em acervo, tal como os cortinados e outros têxteis que foram reconstituídos de forma fidedigna, de acordo com as técnicas da época, conferindo profundidade e envolvência aos espaços.