Operadores turísticos e empresas de transporte em autocarro avançaram com uma providência cautelar para tentar suspender as medidas de circulação implementadas pela Câmara Municipal de Sintra no âmbito do plano “Viver e Visitar a Vila de Sintra”, em vigor desde 8 de julho.
A ação foi interposta no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra e surge na sequência das alterações que visam reduzir a pressão automóvel no centro histórico e na serra.
Entre as principais medidas está a proibição da tomada e largada de passageiros por autocarros turísticos na Volta do Duche, passando estas operações a realizar-se nos parques periféricos do Lourel e do Ramalhão. O plano prevê ainda novas zonas específicas para a tomada e largada de passageiros por veículos TVDE.
Em comunicado, os operadores afirmam concordar com o objetivo de tornar a vila “mais qualificada”, mas criticam a forma como as alterações foram implementadas. Segundo os requerentes, as novas regras entraram em vigor “de um dia para o outro”, sem período de adaptação, consulta prévia ou uma alternativa considerada funcional.
As empresas alegam que as medidas já estão a provocar prejuízos económicos, com cancelamentos de serviços e avaliações negativas em plataformas internacionais de reservas, afetando viagens contratadas com vários meses de antecedência.
Apesar de garantirem que procuraram uma solução através do diálogo e de terem reunido esta semana com a Câmara de Sintra, os operadores afirmam que, perante a manutenção das medidas e por entenderem que está em causa “a sobrevivência das empresas”, decidiram recorrer aos tribunais.
Contactada pela agência Lusa, fonte da Câmara Municipal de Sintra reiterou que a autarquia “estará sempre ao lado das soluções para dar qualidade de vida e segurança a quem mora, trabalha ou visita a vila, bem como a salvaguarda do património”.









