Pedro Alves, diretor Artístico do Teatromosca

A alteração do horário de funcionamento do Shopping do Cacém, que passa a encerrar às 20h30, está a gerar preocupação junto do teatromosca, entidade responsável pela gestão do AMAS – Auditório Municipal António Silva.

A companhia alerta para os constrangimentos que a medida poderá provocar no acesso ao equipamento municipal e para o eventual impacto na realização de espetáculos e outras atividades culturais, uma vez que uma parte significativa da programação decorre no período noturno, após o encerramento do centro comercial.

A decisão foi aprovada por unanimidade numa Assembleia Geral de Proprietários, tendo sido estabelecida uma tolerância de 15 minutos para os lojistas.

Para Pedro Alves, diretor artístico do teatromosca, entre os principais constrangimentos estão o encerramento da bilheteira, o acesso ao auditório através de uma porta lateral, com recurso a escadas, e a indisponibilidade das casas de banho do centro comercial.

O responsável manifesta ainda preocupação relativamente às condições de evacuação do equipamento em caso de emergência, tendo em conta a alteração do acesso ao edifício após o encerramento do centro comercial.

O AMAS recebe regularmente espetáculos de teatro e dança, concertos, sessões de cinema, além de iniciativas promovidas por escolas e associações locais. A alteração do horário poderá, por isso, ter impacto não só no funcionamento do equipamento, mas também no acesso do público à programação cultural.

Decisão aprovada por unanimidade

Em declarações ao Correio de Sintra, Alberto Correia, do Conselho de Administração do Shopping do Cacém, confirmou a realização de uma Assembleia Geral de Proprietários, na qual foi discutida e aprovada, por unanimidade, a alteração do horário de funcionamento, com encerramento do centro comercial às 20h30.

O responsável esclarece que cabe à administração comunicar as assembleias apenas aos proprietários das respetivas frações, e não aos inquilinos.

Relativamente às vias de evacuação em caso de emergência, Alberto Correia garante que estas “estão a funcionar de acordo com a lei”, acrescentando que o AMAS é autónomo e dispõe das suas próprias saídas de emergência.

Teatromosca pede intervenção da Câmara

Perante a alteração do horário, o teatromosca pede a intervenção da Câmara Municipal de Sintra para garantir o normal funcionamento do AMAS e o acesso do público à programação cultural.

A companhia lamenta a ausência de articulação prévia entre a autarquia e a entidade responsável pela gestão do auditório e aguarda uma “resposta concreta e uma solução” que permita assegurar a continuidade da programação cultural em Agualva-Cacém.


Notícia completa na edição desta semana do
Jornal Correio de Sintra