O Orçamento dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra) para 2026 foi aprovado e fixa-se nos 105,7 milhões de euros. No mesmo período, o Plano Plurianual de Investimentos, até 2030, totaliza 72,5 milhões de euros, distribuídos pelas três áreas estratégicas: abastecimento de água, drenagem e tratamento de águas residuais, e recolha de resíduos urbanos.
Com foco na modernização, eficiência e sustentabilidade, os SMAS planeiam reforçar a renovação das redes de distribuição de água, visando reduzir as perdas, atualmente em cerca de 18%. Paralelamente, será expandida a rede de saneamento e construídas novas infraestruturas de tratamento, enquanto o sistema de recolha de resíduos urbanos passará por melhorias profundas.
O orçamento aprovado marca o início de um novo ciclo na gestão dos SMAS, que comemoram 80 anos em 2026. Pela primeira vez, o Conselho de Administração é inteiramente composto por membros externos ao executivo municipal: o presidente Rui Caetano e os vogais Paulo Gomes e Rui Covas Simões.

No setor dos resíduos, os investimentos concentrar-se-ão na eficiência e sustentabilidade da recolha e transporte. Entre as medidas estão o redimensionamento e reformulação da contentorização, a otimização dos circuitos de recolha e o reforço do uso de sistemas de informação nas viaturas. Destaca-se ainda a articulação com juntas e uniões de freguesia através de contratos interadministrativos, especialmente para a recolha de resíduos volumosos (“monos”) e verdes.
O Conselho de Administração reconhece os desafios do sistema de recolha devido à dimensão territorial e demográfica do concelho. Segundo o organismo, a rede enfrenta insuficiência de viaturas, condições de trabalho desfavoráveis e dificuldades no cumprimento dos circuitos existentes, agravadas por despejos ilegais e deposição não agendada de resíduos volumosos, que pressionam os serviços e afetam a qualidade do espaço urbano.
Para mitigar estes problemas, será reforçada a sensibilização dos munícipes, promovendo a correta deposição de resíduos, a recolha seletiva e a recolha atempada de diferentes fileiras. O incentivo à recolha de biorresíduos continuará, com desconto de 2 euros para os aderentes ao sistema, abrangendo tanto grandes produtores como famílias.

No abastecimento de água, os SMAS manterão investimentos na remodelação de redes antigas, visando reduzir as perdas até 15%, aumentar a fiabilidade do abastecimento, reforçar a detecção de fugas não visíveis e combater consumos ilícitos.
Em saneamento, a prioridade recai sobre a expansão e remodelação das redes de drenagem de águas residuais, incluindo a empreitada em Aruil, e a construção de novas ETAR, como as de Areias e Alvarinhos. Estão ainda em revisão ou elaboração de projeto as unidades de São João das Lampas, Montelavar, Colares e Sabugo.
Além das infraestruturas, os SMAS continuam a apostar na educação ambiental. O MAR – Museu da Água e Resíduos será reforçado como equipamento de referência, com ações dirigidas à comunidade e, em especial, às escolas do concelho, promovendo o protagonismo das novas gerações na mitigação dos efeitos das alterações climáticas.









