A Parque da Pena, na Serra de Sintra, passou a contar com uma ajuda pouco habitual na preservação da paisagem e da biodiversidade. Duas cabras e um bode algarvios foram introduzidos na zona envolvente do parque com o objetivo de contribuir para o controlo natural da vegetação e para a redução da carga combustível florestal.
A iniciativa, promovida pela Parques de Sintra – Monte da Lua, integra a estratégia de sustentabilidade, conservação da natureza e gestão resiliente da paisagem que a entidade tem vindo a implementar nos espaços naturais sob a sua responsabilidade. No caso do Parque da Pena, a medida reforça uma abordagem de gestão preventiva e ambientalmente sustentável.

O projeto assenta na herbivoria dirigida, uma prática que utiliza animais herbívoros de forma controlada para apoiar a gestão do território. As cabras alimentam-se de arbustos, rebentos e vegetação espontânea, incluindo espécies invasoras lenhosas que ameaçam o equilíbrio ecológico da mata ornamental do parque.
Segundo a entidade gestora, esta intervenção permite reduzir a densidade vegetal, favorecer a regeneração de espécies autóctones e diminuir o risco de incêndio.
Além de minimizar a mobilização do solo, o método dispensa a utilização de herbicidas e reduz a necessidade de maquinaria pesada, contribuindo para uma gestão mais equilibrada e contínua dos ecossistemas. A solução recupera práticas tradicionais de manejo da paisagem, adaptando-as aos atuais desafios ambientais e de sustentabilidade.

A presença dos animais representa também um novo elemento de interesse para os visitantes do Parque da Pena, que poderão observar os caprinos em atividade em determinadas áreas do espaço, reforçando a ligação entre património natural, conservação e tradições rurais.
O bem-estar dos animais será acompanhado diariamente por tratadores especializados, responsáveis pela alimentação, monitorização e acompanhamento sanitário, garantindo que toda a operação decorre de forma segura e controlada.
Fotografia: PSML









