A chuva intensa tem provocado infiltrações em várias zonas da Escola Básica (EB1) do Lourel, na União das Freguesias de Sintra, nomeadamente no ginásio, numa sala do 4.º ano, nos corredores e em algumas zonas no Jardim de Infância (JI), “com relatos de água a escorrer pelas paredes e teto”, sobretudo quando a chuva é mais intensa.
A situação torna-se particularmente preocupante devido à presença de água junto aos quadros elétricos do estabelecimento de ensino, acessíveis às crianças, relata uma encarregada de educação ao Correio de Sintra.
O assunto foi discutido com preocupação da passada sexta-feira no decorrer uma reunião da associação de pais, durante a qual foi referido que o problema já tinha sido comunicado à Câmara Municipal de Sintra pela direção da escola, através do Agrupamento de Escola e até por vários pais, “sem que tenha havido qualquer resposta até ao momento”, dá conta Helena Cabral, da Associação de Pais e Encarregados de EB1 do Lourel.



“Queremos uma garantia por parte da Câmara de Sintra que o assunto vai ser resolvido definitivamente e que as crianças estão seguras na escola”, refere a responsável assegurando que o assunto já foi comunicado à autarquia.
A gravidade do problema agravou-se quando entrou água num dos quadros elétricos e, ao tentar ligá-lo, uma auxiliar de ação educativa verificou a ocorrência de faíscas. “Duas salas ficaram sem eletricidade e o quadro encontra-se atualmente coberto com um plástico preto” e inacessível por razões de segurança. “Uma das casas de banho está encerrada” pelas mesmas razões.
Os encarregados de educação alertam para o perigo evidente da combinação entre água, eletricidade e crianças, considerando existir um “risco sério de acidente”. Um dos pais diz ter contacto a Proteção Civil de Sintra, que informou tratar-se de um serviço camarário e que a autarquia já estaria ao corrente da situação, não realizando vistorias nestes casos.


“Neste momento acho que não há condições para dar aulas assim, porque não está tudo bem. As crianças estão condicionadas a metade do espaço do polivalente, que é partilhado ainda com duas turmas das AEG´s e também o ATL a funcionar nestas condições” desabafa Helena Cabral.
Os pais estão preocupados e pedem ajuda a quem direito para a resolução dos problemas, apelando a uma maior mobilização na comunidade escolar junto da autarquia, para a realização de uma vistoria e à adoção de medidas que garantam a segurança das crianças e de toda a comunidade escolar.
Autarquia garante reparação
Entretanto, na manhã desta terça-feira o presidente da União das Freguesias de Sintra, Paulo Parracho reagiu à notícia do Correio de Sintra, esclarecendo que a situação “já foi identificada pela Câmara Municipal de Sintra, que irá proceder à reparação necessária logo que seja técnica e meteorologicamente possível”.
O Correio de Sintra aguarda esclarecimento por parte da Câmara de Singra, sobre as preocupações manifestadas e tornadas públicas pelos pais e encarregados de educação nas redes sociais, ontem, esta segunda-feira, ao final do dia.
(Notícia em atualização, 12h43)









