A Câmara Municipal de Sintra aprovou a expansão das zonas de estacionamento tarifado em várias freguesias do concelho e o aumento das tarifas nos parques e nas áreas de duração limitada. As medidas, propostas pelo presidente da autarquia, Marco Almeida (PSD), foram aprovadas em reunião privada do executivo municipal.
A decisão prevê a criação ou ampliação de zonas com parquímetros em freguesias urbanas como Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins, Belas, Cacém e São Marcos, Massamá e Monte Abraão, Rio de Mouro, Sintra e Queluz.
Também as zonas balneares passam a ter estacionamento limitado durante a época alta. Nas praias da Praia Grande e da Praia das Maçãs serão instalados parquímetros entre junho e setembro, com um limite máximo de permanência de quatro horas.
Outro ponto turístico do concelho, o Cabo da Roca, integra igualmente os planos de reorganização do estacionamento. No entanto, a autarquia considera prematuro confirmar a aplicação de estacionamento pago naquele local, devido a um processo de requalificação atualmente em curso.

A proposta foi aprovada por maioria, com votos favoráveis de PSD, IL e Chega e votos contra do PS. A autarquia justifica a medida com o aumento da pressão de estacionamento nas zonas urbanas e turísticas, defendendo que a regulação permitirá maior rotatividade e melhor organização do espaço público.
As novas tarifas entram em vigor a 1 de abril. Na zona da Vila de Sintra, os preços variam entre 0,40 euros por 15 minutos e 4,65 euros por quatro horas, podendo atingir 14 euros na tarifa diária. Já na subzona vermelha da Portela, os valores vão de 0,40 euros por 15 minutos até 3,45 euros por quatro horas, ou 10,35 euros por dia.
Em nota enviada ao SINTRA NOTÍCIAS, a autarquia anunciou ainda novas regras para operadores de animação turística registados no Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística (RNAAT). A empresa municipal Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra passará a disponibilizar avenças mensais de 100 euros para veículos até nove lugares, permitindo estacionamento em todas as zonas de duração limitada.

Críticas da oposição
O vereador Bruno Parreira, do PS, justificou as votações contra as zonas de estacionamento e o aumento tarifário pela ausência de “uma estratégia macro” para a EMES e por se prever “freguesias urbanas inteiras como zonas de estacionamento de duração limitada”.
Para o autarca, não se consegue “aferir a bondade de uma política quando não é estudada” ou “explicada” e não vê “o mínimo de articulação”, com juntas de freguesia e concessionários, quando “todas as zonas envolventes às praias no concelho de Sintra passam a ser taxadas”. “Na frente de praia até eventualmente poderá fazer algum sentido garantir alguma rotatividade, agora, nos parques periféricos isso faz algum sentido?”, questionou.
Na assembleia municipal, na terça-feira à noite, Rogério Cassona (CDU) considerou que “a expansão desenfreada de zonas de estacionamento tarifado no concelho”, sob a gestão da EMES, constitui um “ataque direto à qualidade de vida dos residentes, à viabilidade do comércio local e ao direito fundamental de acesso ao espaço público”.
“A seleção das ruas a tarifar parece obedecer a critérios de rentabilidade financeira para a EMES e não a estudos técnicos sérios de mobilidade que justifiquem a necessidade da rotatividade”, apontou, exigindo “a suspensão imediata da expansão dos parquímetros” no concelho.

O presidente da autarquia, em resposta, justificou que “a EMES é uma estrutura do universo municipal muito importante” para o centro histórico, a mobilidade e o estacionamento, e que em breve anunciará “um plano robusto para a criação de lugares de estacionamento, sobretudo, na zona urbana”.
O presidente da autarquia, em resposta, justificou que “a EMES é uma estrutura do universo municipal muito importante” para o centro histórico, a mobilidade e o estacionamento, e que em breve anunciará “um plano robusto para a criação de lugares de estacionamento, sobretudo, na zona urbana”.
Sobre os parquímetros nas freguesias urbanas e zona do litoral, Marco Almeida disse que não estão “definidas ainda as zonas concretas”, trabalho “a desenvolver” com os presidentes das juntas de freguesia.
Fotografia: arquivo









