Chefe Nuno Mendes vence “Prémio Armando Fernandes 2026”

O chefe Nuno Mendes foi o escolhido para o Prémio Armando Fernandes, que visa uma personalidade ou instituição que se têm destacado pelo seu contributo para a valorização e crescimento da gastronomia portuguesa. Trata-se de uma homenagem ao historiador Armando Fernandes. 

O nome do vencedor foi revelado esta quinta-feira, 18 de junho, numa cerimónia de entrega de prémios, na final do concurso Chefe do Ano, em Pêro Pinheiro, no concelho de Sintra.

“Sinto-me incrivelmente honrado por ter recebido estas magnifica distinção. Continuarei a aprender, a crescer e, oxalá, a inspirar as futuras gerações da cozinha”, disse Nuno Mendes sobre o prémio.

Nuno Mendes é um dos chefes portugueses mais reconhecidos a nível internacional. Nascido e criado em Lisboa, trabalhou nos Estados Unidos, no Japão e em Espanha, tendo dirigido, em Londres, vários restaurantes destacados pela crítica, como o Bacchus, o Viajante e o The Loft Project.

Nuno Mendes foi, durante muitos anos, chefe executivo do Chiltern Firehouse e, mais tarde, abriu na capital britânica os igualmente bem-sucedidos restaurantes Taberna do Mercado e Lisboeta, dedicados à gastronomia e aos vinhos portugueses. Mais recentemente, tem desenvolvido projetos em Portugal, como diretor culinário dos restaurantes Santa Joana, em Lisboa, e Cozinha das Flores, no Porto, reforçando a ligação ao país natal e a valorização dos produtos portugueses.  

Organizados pelas Edições do Gosto, o prémio, que já conta com três edições, nasce em homenagem a Armando Fernandes (1945–2023). Historiador, bibliotecário-arquivista e mestre em Estudos Portugueses, natural de Bragança e radicado em Santarém.

Funcionário da Fundação Calouste Gulbenkian durante décadas, coordenou bibliotecas itinerantes em Portugal, São Tomé e Cabo Verde, formando gerações de profissionais. Foi deputado, membro ativo em associações culturais e de biblioteconomia, organizador de congressos e exposições, cronista gastronómico e autor de projetos nas áreas da leitura pública, turismo cultural e gastronomia. Ao longo da sua vida, recebeu diversas distinções de mérito cultural e municipal.

“Este prémio trata-se de uma homenagem ao homem Armando Fernandes e à sua obra. Inspirados na sua vontade de mostrar o país, na busca de conhecimento, no aprofundar dos temas”, afirma Paulo Amado, presidente de júri e diretor das Edições do Gosto.

Além de Paulo, o júri foi composto por figuras de relevo na gastronomia portuguesa, selecionadas pela sua área de atuação, geografia e diversidade geracional, tais como as jornalistas Cláudia Lima Carvalho Alexandra Prado Coelho (vencedora do prémio em 2024), a investigadora Olga Cavaleiro e o chefe Nuno Diniz (vencedor do prémio em 2025).